
A Inteligência Artificial sob a perspectiva da complexidade transcende o paradigma tradicional de entradas e saídas previsíveis. Inspirada em pensadores como Edgar Morin, essa abordagem enxerga a IA como um sistema aberto, adaptativo e não linear, onde emergência, auto-organização e imprevisibilidade são centrais. Em vez de buscar controle absoluto ou respostas únicas, valorizam-se a interação entre múltiplas variáveis, o contexto, a incerteza e o aprendizado contínuo. Essa visão é particularmente fértil para as artes, as ciências e a robótica educacional, pois convida alunos e pesquisadores a lidarem com problemas reais, multidisciplinares e em constante transformação, desenvolvendo um pensamento mais crítico, criativo e sistêmico diante dos desafios contemporâneos.

Esta linha de pesquisa investiga como as narrativas e crenças em torno da Inteligência Artificial moldam, por si mesmas, os futuros que se concretizam. Ao analisar prognósticos – otimistas ou catastróficos – a pesquisa questiona: a IA avança conforme previsões porque estas influenciam investimentos, políticas públicas e comportamentos sociais? Exploram-se os efeitos de vieses algorítmicos, expectativas coletivas e ciclos de hype na direção do desenvolvimento tecnológico. Compreender esse fenômeno autorrealizável é essencial para antecipar impactos reais na educação, no trabalho e na ética, permitindo que sociedade e instituições atuem de forma crítica e propositiva diante dos cenários que ajudam a construir.

Esta linha de pesquisa investiga como a IA opera de forma cada vez mais imperceptível, integrando-se ao cotidiano sem que o usuário perceba sua presença ou influência. Um dos focos centrais é a interface emocional humano-máquina: sistemas capazes de detectar, interpretar e até simular emoções, criando respostas afetivas que geram engajamento, confiança ou dependência. A pesquisa questiona os limites éticos e psicológicos dessa invisibilidade – quando a IA media relações, influencia decisões ou molda estados emocionais sem transparência. Compreender essa dinâmica é fundamental para desenvolver tecnologias mais humanas, éticas e conscientes, especialmente em contextos educacionais e sociais promovidos pelo Instituto TJR.

Esta linha de pesquisa parte do princípio de que a robótica representa a materialização da Inteligência Artificial no mundo real. Enquanto a IA tradicional opera no plano abstrato dos dados e algoritmos, a robótica confere-lhe corpo, movimento e interação direta com o ambiente físico. Investigam-se os desafios dessa encarnação: como algoritmos de decisão, aprendizado e percepção se traduzem em ações mecânicas, sensores e respostas em tempo real. A pesquisa aborda desde a locomoção autônoma até a manipulação de objetos, passando pela navegação em cenários imprevisíveis. Compreender essa integração entre software e hardware é essencial para o avanço da robótica educacional e social promovida pelo Instituto TJR.

Esta linha de pesquisa investiga o potencial transformador da robótica e da Inteligência Artificial como ferramentas pedagógicas. Parte-se da premissa de que o aprendizado ocorre de forma mais significativa quando aliado à prática, à experimentação e à resolução de problemas concretos. Exploram-se desde o uso de kits robóticos no ensino fundamental até a aplicação de IA na personalização de conteúdos e na avaliação de desempenho. A pesquisa também aborda a formação continuada de professores, a inclusão de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social e o desenvolvimento do pensamento computacional, crítico e criativo. O objetivo é promover uma educação mais interdisciplinar, equitativa e alinhada aos desafios do século XXI.

O curso "Robótica Educacional e IA como vetores para a integração curricular na educação básica", promovido pelo Instituto TJR (como o que foi realizado no 26º Encontro USP Escola), representa uma iniciativa estratégica para a formação continuada de professores. A proposta vai além do ensino técnico de robótica: articula a robótica e a Inteligência Artificial como eixos transversais capazes de integrar disciplinas como matemática, ciências, linguagens e artes. Ao conectar teoria e prática, o curso capacita educadores a projetarem atividades que desenvolvem pensamento computacional, criatividade e resolução de problemas nos alunos. Trata-se, portanto, de um movimento concreto para atualizar o currículo da educação básica frente aos desafios tecnológicos contemporâneos.

O "Ciclo de cursos de nivelamento matemático com IA – destinado a alunos do Ensino Médio", promovido pelo Instituto TJR, aborda um desafio estrutural da educação brasileira: a defasagem em matemática. Ao integrar ferramentas de Inteligência Artificial ao processo de nivelamento, o curso personaliza trajetórias de aprendizagem, identifica lacunas individuais e oferece exercícios adaptativos em tempo real. Diferencia-se, assim, da abordagem tradicional ao tornar o estudo mais interativo, contextualizado e alinhado às necessidades específicas de cada aluno. A iniciativa não apenas recupera conteúdos fundamentais, mas também familiariza os jovens com o uso crítico da IA como aliada na construção do conhecimento matemático.

O "Ciclo de cursos de extensão universitária sobre robótica educacional e IA para a educação básica sob perspectiva curricular", promovido pelo Instituto TJR, forma professores e licenciandos para além do manejo técnico de robôs. A proposta central é integrar robótica e Inteligência Artificial ao currículo escolar de maneira transversal, articulando disciplinas como matemática, ciências, linguagens e artes. Os participantes aprendem a planejar projetos que desenvolvem pensamento computacional, criatividade e resolução de problemas nos alunos, alinhados à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Trata-se de um curso estratégico para que a tecnologia deixe de ser atividade isolada e torne-se vetor efetivo de transformação pedagógica.

O "Ciclo de cursos de extensão universitária sobre elaboração de narrativas com a contribuição da IAGen", promovido pelo Instituto TJR, insere-se no debate mais atual sobre o papel da Inteligência Artificial Generativa nos processos criativos. Destinado a estudantes e profissionais do ensino superior, o curso explora o uso ético e crítico de ferramentas como ChatGPT, DALL-E e outras IAGen na construção de narrativas escritas, audiovisuais e multimídia. Mais do que ensinar comandos, a proposta incentiva a curadoria humana, a autoria e o pensamento reflexivo diante das possibilidades e limitações da IA. É uma ponte essencial entre tecnologia e humanidades no contexto universitário.